O DIREITO A OUTRAS CIDADES
Em parceria com Lorena Portela, Patricia Oliveira e Paula Maracajá e IAB RJ
A situação que vivemos pede com urgência a imaginação de outras cidades. cidades descentralizadas, menos densas, onde a produção e o consumo estejam mais próximos, onde a energia seja utilizada de forma eficiente a gerar rendimento. cidades que disponibilizem recursos, tecnologias e modos de produção para que a criatividade possa ser colocada em prática na resolução de demandas cotidianas e coletivas. cidades que acolham a vulnerabilidade, que cuidem das fragilidades, que distribuam os excedentes. cidades anti racistas, anti patrimonialistas, anti neoliberais - o que significa isso? onde a diversidade seja potência, onde a vida (e os corpos) valha(m) mais que a propriedade, onde a ação humana não seja de exploração mas sim de cuidado. cidades nas quais possamos valorizar o que nos nutre, o que nos dá energia - o corpo, o alimento, a espiritualidade, os rituais cotidianos, a dança, o canto, a tessitura dos encontros e afetos.